Eleições 2026. Lula “paz e amor acabou”. Existiu?

Lula é um personagem moldado pela adaptação. Um camaleão político.
De torneiro mecânico, fez do sindicato do ABC um trampolim — menos ideológico do que oportunista. Cresceu na burocracia pela lábia, pela leitura intuitiva das emoções alheias, pela capacidade rara de dizer a cada plateia exatamente o que ela quer ouvir.

Nada foi improviso. Tudo foi método.

Segundo relatos atribuídos a Romeu Tuma Jr., Lula teria sido informante do DOPS. Verdade ou não, o fato é que sempre transitou com conforto entre os “capa-pretas”, setores artísticos, intelectuais e parcelas da elite que fingiam não ver o óbvio. Parte da academia projetou nele um líder revolucionário. Setores da Igreja Católica, influenciados pela Teologia da Libertação, inflaram seu ego e legitimaram suas ações.

Enquanto isso, o dinheiro circulava. Bolsos foram cheios. Redes de influência foram costuradas. Financiadores surgiram — companheiros, parceiros, burguesia aliada. O discurso prometia a libertação da classe operária, mas o destino nunca passou do limite do inferno retórico. Ainda assim, até 2018.

Hoje, o discurso está gasto. Puído. Mal ajambrado.
E Janja foi o fator revelador.

Relógios de centenas de dólares, roupas de grifes internacionais, viagens nababescas. Um padrão de vida que faria inveja a sultões do Golfo e ditadores africanos. O espanto não é o luxo em si, mas o silêncio cúmplice. Por que redações alinhadas à esquerda vetam o debate sobre essa ostentação? Desde quando isso combina com o “pai dos pobres”? Distribui benefícios que são impagáveis. O consumo no lugar do investimento. A gastança no lugar da poupança. Lula faz populismo.

Na fase final do atual governo, Lula radicaliza. Muda o tom. Aposta no confronto.
Acredite quem quiser.

O camaleão nunca sai do cartaz. Troca a cor, muda a versão, mas preserva o conteúdo. No fundo, o mesmo projeto: dar-se bem.

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Pinterest
últimas no jornal o democrático
agenda regional

Próximos eventos