Lula na folia.

Onde havia concentração popular e cobertura intensa da mídia, lá estava o presidente. O Carnaval de 2026 deixou de ser apenas festa: tornou-se vitrine política cuidadosamente organizada.

A estratégia foi evidente. O PT atuou para que ministros não disputassem protagonismo nem fragmentassem a narrativa. O foco era um só: a imagem presidencial. Lula percorreu Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro — redutos estratégicos. Em um deles, uma escola de samba prestou homenagem ao chefe do Executivo. A primeira-dama, desta vez, optou por não desfilar.

Não se tratou de agenda casual. Foi movimento de posicionamento eleitoral.

A oposição anuncia representações para impedir Lula de disputar a próxima eleição. A probabilidade de êxito é reduzida. O presidente demonstrou, no ciclo anterior, capacidade de articulação institucional decisiva. Bolsonaro ficou fora da disputa com respaldo do TSE e do STF. Preso, politicamente neutralizado; em liberdade, juridicamente limitado. O fato é que deixou de ser ameaça eleitoral concreta.

O ambiente institucional favorece o Palácio do Planalto. Presidentes da Câmara e do Senado mantêm relação estável com o Executivo. O Supremo não se apresenta como fator de instabilidade. O cenário é de governabilidade controlada.

Sob essa ótica, o céu parece de brigadeiro para a tentativa de reeleição.

Resta a incógnita estratégica: quem será o vice? A escolha indicará o eixo da campanha — conciliação, continuidade ou tentativa de ampliar base.

O Carnaval passou. A campanha agora embala.

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