Fome e as autocracias

A fome mundial continua sendo uma das maiores chagas da humanidade. Em pleno ano de 2026, milhões de pessoas ainda sobrevivem sem acesso regular ao alimento básico. Trata-se de uma vergonha moral para a comunidade internacional e de uma falência coletiva da política global. Não há civilização digna quando crianças dormem famintas e povos inteiros vivem condenados à miséria.

Mas há outra tragédia que avança paralelamente: a barbárie política promovida por regimes autocráticos e movimentos extremistas. Quando governos transformam o ódio em política de Estado, pregam a eliminação de povos, financiam o terror ou ameaçam destruir nações inteiras, o mundo assiste novamente aos fantasmas mais sombrios da história.

O regime do Irã e seus aliados, ao sustentarem discursos e ações voltados à destruição de Israel, não oferecem apenas um conflito regional: oferecem uma ameaça direta aos valores mínimos de convivência entre nações. Defender o desaparecimento de um povo não é resistência política — é projeto genocida.

Na Coreia do Norte, a tirania escolheu outro caminho igualmente cruel: sacrificar seu próprio povo à fome, enquanto investe obsessivamente em armas nucleares e mísseis. Onde falta pão, sobra militarismo. Onde falta liberdade, sobra medo.

O mundo livre precisa compreender que combater a fome e conter o radicalismo são tarefas inseparáveis. Não basta distribuir alimentos se tiranos confiscam a dignidade humana. Não basta condenar ditaduras se multidões seguem famintas e vulneráveis.

Em 2026, depois de Cristo e depois de tantos séculos de aprendizado, a humanidade deveria ter superado ambas as vergonhas. Ainda não superou. Por isso, alimentar os famintos e neutralizar os radicais continuam sendo missões centrais do nosso tempo. Sem pão, não há justiça. Sem liberdade, não há paz.

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