
Poder com propósito de poder é tirania. Poder com propósito do bem publico é democracia em exercício. Quando um candidato usa os recursos de governo para alterar o quadro eleitoral sem enxergar as consequências para a sociedade que dirige está querendo o poder sem propósito. Escamoteia nas medidas uma facilidade imediata, mas sacrifica o futuro saudável. O poder não deveria ser usado para beneficiar grupos de interesse por si. Deve conceder para grupos que possam contribuir para a sociedade como um todo. O caso mais relevante dentro da legalidade é a concessão de renuncia fiscal. O poder público concede a grupos econômicos a concessão de deixar de pagar impostos. Aplicarão em algo que irá beneficiar a sociedade. Se a renuncia frustra objetivo perde se valor. Renuncia frustrada pode ser falta de planejamento. Alocação equivocada de recursos ou desvio doloso. Vimos isto nas operação SUDAM e SUDENE. O desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste poderiam surgir a partir da renuncia de IR. Nada aconteceu. Desvios dolosos ocorreram. Mau planejamento e má execução ocorreram. O propósito precisa estar lastreado de qualidade técnica. Desejo, intensão faz parte da iniciativa. Poder sem técnica e resultado positivo é demagogia

