A decisão eleitoral do STF em 2026

O juiz Alexandre de Moraes impôs censura ao ex presidente Bolsonaro. Proibiu qualquer manifestação sob custódia. Proibiu o filho de ver o pai. Inusitado. Quando o atual presidente estava preso ele se comunicou com o seu eleitorado e de seu partido por meio de seus advogados e representantes politicos. Ele deu entrevistas para jornais, sites e rádios. As reconhecidas são 22 entrevistas e 22 cartas. Não sabemos se escreveu ou alguém escreveu por ele. É impensável em uma democracia a censura. O preso está submetido a um controle de comunicação. Ele não pode colocar em risco a segurança prisional. Não pode mandar mensagens operacionais aos seus comparsas. A decisão é da autoridade prisional. Moraes é um juiz carcereiro, prisional. O que é estranho é o silêncio daqueles que autorizaram Lula a falar, quando preso. São eles Carmem Lucia; Facchin; Toffoli, Fux e Alexandre de Moraes. Moraes emitiu a ordem cabe colocar no plenário para saber se será mantida ou não. O que estamos assistindo é um comportamento desiquilibrado por parte do STF. O serviu para Lula deveria servir para Bolsonaro.

Os números documentados são:

  • 22 entrevistas concedidas por Lula a veículos brasileiros e estrangeiros durante a prisão (após autorização judicial).
  • 22 cartas públicas divulgadas durante o período da prisão, segundo levantamento do Instituto Lula.

Quanto às manifestações por meio de terceiros, elas ocorreram em diversas ocasiões, mas não há uma contagem oficial. Os principais interlocutores foram:

  • Fernando Haddad – visitou Lula diversas vezes (há registros de 21 visitas em 2018) e frequentemente transmitia suas orientações à imprensa e ao partido.
  • Gleisi Hoffmann – levava e divulgava mensagens políticas.
  • Paulo Pimenta – um dos parlamentares que frequentemente transmitia declarações de Lula.
  • José Guimarães – também repassava posicionamentos.
  • Chico Buarque – visitou Lula; após algumas visitas houve relatos públicos sobre as conversas.
  • José Mujica – fez visita autorizada e comentou publicamente o encontro.
  • Advogados de defesa, especialmente Cristiano Zanin, também divulgavam notas e esclarecimentos em nome do ex-presidente.

Segue a relação dos veículos e, quando identificados, dos jornalistas:

DataVeículoJornalista(s)
26/04/2019El País + Folha de S.PauloFlorestan Fernandes Júnior (El País) e Mônica Bergamo (Folha)
03/05/2019BBCKennedy Alencar (BBC Brasil à época)
15/05/2019The Intercept BrasilEquipe do veículo (o Instituto Lula não identifica os entrevistadores na lista).
15/05/2019Der SpiegelEquipe da revista alemã.
05/06/2019Diário do Centro do Mundo + TutaméiaEquipes dos veículos.
12/06/2019Rede TVTEquipe da emissora.
03/07/2019Sul21Equipe do portal.
14/08/2019TVE BahiaEquipe da emissora.
21/08/2019TV 247Equipe do Brasil 247.
28/08/2019BBC BrasilEquipe da BBC Brasil.
04/09/2019CartaCapitalEquipe da revista.
11/09/2019Página/12 (Argentina)Equipe do jornal.
18/09/2019Revista FórumEquipe da revista.
18/09/2019Opera MundiEquipe do portal.
25/09/2019Jornal GGNEquipe do portal.
02/10/2019MigalhasEquipe do portal.
02/10/2019Russia Today (RT)Equipe da emissora.
09/10/2019France 24Equipe da emissora.
09/10/2019RTP (Portugal)Equipe da emissora.
16/10/2019UOLEquipe do UOL.
23/10/2019Brasil de FatoEquipe do jornal.
30/10/2019Agência PúblicaEquipe da agência.
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