
Lula é um antigo personagem oriundo do sindicalismo de resultados. O que importa são os fins. Para ele e seu grupo, o importante é estar no poder e fazer o que sabem fazer.
Flávio Bolsonaro apresenta-se como herdeiro político dos votos do pai. As investigações e as notícias divulgadas sobre seus contatos e relacionamentos financeiros com o banqueiro acusado de fraudes passaram a produzir desgaste político. Aliados se afastam, eleitores se decepcionam à medida que as apurações avançam e vêm à tona relacionamentos que antes não eram de conhecimento público.
O filho nº 1 de Bolsonaro acreditou que, na era digital, tais informações permaneceriam ocultas? Se foi essa a avaliação, tratou-se de um grave erro de julgamento.
Enquanto isso, outros três candidatos mantêm campanhas sem densidade política, na expectativa de que suas candidaturas decolem. O tempo, porém, está se esgotando.
A experiência eleitoral demonstra que a maior parte dos eleitores chega ao início da campanha oficial com sua preferência praticamente definida. Estima-se que cerca de quatro em cada cinco eleitores decidam seu voto antes do início da propaganda eleitoral, marcada para 16 de agosto.
Se esse comportamento se repetir, o espaço para mudanças será pequeno. Nesse cenário, Lula aproxima-se da disputa pelo quarto mandato, novamente tendo Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente.

