A esclerose múltipla perceber e tratar.

Excesso de cansaço, visão turva, pálpebras caídas, olhos com níveis irregulares, tonturas recorrentes podem ser sintomas desta doença auto imune. Hoje incurável, mas tratável. Atinge por agressão do sistema imunológico a película melina envolve os nervos cerebrais como a medula espinhal. Há casos que médicos começam a tratar como desequilíbrio do labirinto. Não é. Vejam como perceber e tratar:

1. Sintomas de reconhecimento mais comuns

Os sinais costumam surgir entre 20 e 40 anos, mas podem aparecer antes ou depois.

Sintomas iniciais frequentes:

  • Visão turva ou perda visual em um olho (neurite óptica)
  • Formigamento ou dormência em braços, pernas ou rosto
  • Fraqueza muscular
  • Desequilíbrio / tontura
  • Dificuldade para caminhar
  • Fadiga intensa desproporcional
  • Choques elétricos ao dobrar o pescoço (sinal de Lhermitte)
  • Visão dupla
  • Rigidez muscular
  • Problemas urinários (urgência, retenção)
  • Alterações cognitivas leves (atenção, memória)
  • Sensibilidade pior ao calor

Atenção:

Os sintomas costumam aparecer em surtos (piora súbita por dias/semanas) e depois melhorar parcial ou totalmente.


2. Graus de gravidade / formas clínicas

Forma leve

  • Poucos surtos
  • Recuperação quase total
  • Pouca incapacidade após anos

Moderada

  • Surtos recorrentes
  • Alguma dificuldade motora ou fadiga crônica
  • Impacto no trabalho e rotina

Grave

  • Perda progressiva de mobilidade
  • Dependência para caminhar
  • Alterações cognitivas importantes
  • Incontinência, espasticidade

Tipos principais:

  1. Remitente-recorrente (mais comum): surtos e remissões
  2. Secundariamente progressiva: começa em surtos e progride
  3. Primariamente progressiva: piora lenta desde o início

3. Há cura?

Ainda não existe cura definitiva, mas hoje há muitos tratamentos que controlam a doença, reduzem surtos e retardam sequelas.

Tratamentos incluem:

  • Corticoides nos surtos
  • Medicamentos modificadores da doença
  • Imunoterapia
  • Fisioterapia
  • Reabilitação
  • Exercício supervisionado

Muitos pacientes vivem décadas com boa qualidade de vida.


4. Sequelas mais frequentes

Dependem da evolução:

  • Dificuldade para andar
  • Fraqueza em membros
  • Tremores
  • Espasticidade (rigidez)
  • Dor neuropática
  • Fadiga crônica
  • Problemas urinários/intestinais
  • Disfunção sexual
  • Déficit cognitivo
  • Depressão e ansiedade
  • Visão reduzida

5. Há como prevenir?

Não existe prevenção garantida, porque a causa é multifatorial (genética + ambiente). Porém, fatores associados a menor risco incluem:

  • Manter vitamina D adequada
  • Não fumar
  • Exercício regular
  • Peso saudável
  • Boa alimentação
  • Tratar infecções adequadamente
  • Sono regular

6. Quando suspeitar e procurar médico urgente

Procure um neurologista se houver:

  • perda visual súbita
  • dormência persistente
  • fraqueza inexplicada
  • dificuldade para andar
  • surtos neurológicos que melhoram e voltam

O diagnóstico geralmente usa ressonância magnética, exame neurológico e às vezes líquor.


7. Importante tranquilização

Esclerose múltipla não significa cadeira de rodas inevitável. Esse é um mito antigo. Hoje muitos pacientes trabalham, dirigem e levam vida produtiva.

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