
O populismo esmaga a economia do Brasil. a atitude de deslocar recursos para beneficiar categorias e o funcionalismo público esta demolindo o sistema previdenciário e as metas fiscais. A reforma previdenciária de 2019 amealhou R$ 1 trilhão em dez anos. Está folga está esgotada. As novas regras liquidaram. decisões do STF e do Congresso com o beneplácito do executivo. Se querem quebra o Brasil conseguiram para se reelegerem. Resta saber o que irão administrar em alguns anos.
Nos últimos cinco anos (2021–2026), as maiores pressões sobre o orçamento federal vieram de duas frentes distintas:
- Concessões previdenciárias e assistenciais (aumento permanente de despesas obrigatórias).
- Concessões tributárias (renúncias de arrecadação por isenções, incentivos e regimes especiais).
Embora ambas afetem o resultado fiscal, é importante distinguir que:
- Previdenciárias = aumentam diretamente a despesa.
- Tributárias = reduzem a receita, produzindo efeito semelhante sobre o déficit.
A seguir, um quadro sintético.
| Medida ou política | Natureza | Impacto anual aproximado |
|---|---|---|
| Benefícios do RGPS (aposentadorias e pensões) | Despesa | R$ 1,03 trilhão (2025) |
| Crescimento do BPC | Despesa | +R$ 35 bilhões/ano nos últimos anos |
| Valorização real do salário mínimo | Despesa | Entre R$ 15 e R$ 25 bilhões por ano, conforme o reajuste |
| Pagamento de precatórios | Despesa | R$ 70 bilhões em 2026 |
| Desonerações tributárias totais | Renúncia de receita | Cerca de R$ 550–600 bilhões por ano |
| Simples Nacional | Renúncia | cerca de R$ 120 bilhões |
| Zona Franca de Manaus | Renúncia | R$ 35–45 bilhões |
| Isenção de lucros e dividendos | Renúncia | R$ 70–90 bilhões |
| Benefícios à cesta básica, medicamentos e entidades | Renúncia | R$ 40–60 bilhões |
| Desoneração da folha (até sua substituição gradual) | Renúncia | R$ 15–20 bilhões |
1. Crescimento das despesas previdenciárias
A Previdência continua sendo, de longe, a maior despesa primária da União.
Valores aproximados:
- 2021: R$ 760 bilhões
- 2022: R$ 820 bilhões
- 2023: R$ 900 bilhões
- 2024: R$ 939 bilhões
- 2025: R$ 1,027 trilhão
Esse crescimento decorre principalmente de:
- envelhecimento da população;
- novas concessões;
- reajustes vinculados ao salário mínimo;
- aumento do número de beneficiários.
2. Explosão do BPC (Benefício de Prestação Continuada)
Talvez seja a despesa que mais surpreendeu o governo.
Valores aproximados:
- 2021: R$ 67 bilhões
- 2022: R$ 80 bilhões
- 2023: R$ 93 bilhões
- 2024: R$ 111 bilhões
- 2025: R$ 127 bilhões
- previsão 2026: cerca de R$ 131 bilhões
O crescimento decorre de:
- ampliação dos critérios legais;
- maior judicialização;
- redução da fila do INSS;
- aumento do salário mínimo;
- maior número de idosos e pessoas com deficiência elegíveis.
3. Política de valorização do salário mínimo
Sempre que o salário mínimo sobe acima da inflação, aumenta automaticamente:
- aposentadorias do INSS de um salário mínimo;
- BPC;
- abono salarial;
- seguro-desemprego.
O impacto varia conforme o reajuste, mas costuma ficar entre R$ 15 bilhões e R$ 25 bilhões por ano nas despesas obrigatórias.
4. Precatórios
Não são uma concessão previdenciária, mas representam uma das maiores expansões recentes de gasto obrigatório.
Em 2026:
- aproximadamente R$ 69,7 bilhões deverão ser pagos.
Concessões tributárias (gastos tributários)
O Brasil possui uma das maiores renúncias tributárias do mundo.
A estimativa anual recente situa-se entre R$ 550 bilhões e R$ 600 bilhões, equivalente a cerca de 4% a 5% do PIB.
As maiores são:
Simples Nacional
Renúncia aproximada:
R$ 120 bilhões/ano
Objetivo:
- incentivar pequenas empresas.
Lucros e dividendos isentos
Renúncia estimada:
R$ 70–90 bilhões/ano
O Brasil permanece entre os poucos países que não tributam dividendos distribuídos às pessoas físicas.
Zona Franca de Manaus
Renúncia anual:
R$ 35–45 bilhões
Desoneração da folha
Antes da substituição gradual aprovada recentemente:
R$ 15–20 bilhões/ano
Benefícios à cesta básica, medicamentos, entidades filantrópicas e outros regimes especiais
Somados:
aproximadamente R$ 40–60 bilhões/ano.
Quais foram as maiores expansões dos últimos cinco anos?
Em ordem aproximada:
| Expansão | Valor aproximado |
|---|---|
| Previdência (RGPS) | +R$ 260 bilhões |
| BPC | +R$ 60 bilhões |
| Valorização do salário mínimo | +R$ 15–25 bilhões por ano |
| Precatórios | cerca de R$ 70 bilhões em 2026 |
| Gastos tributários totais | R$ 550–600 bilhões por ano |
Conclusão
Sob a ótica fiscal, as pressões mais relevantes do período foram:
- Previdência Social, que ultrapassou R$ 1 trilhão anuais.
- BPC, cuja expansão foi muito superior à esperada.
- Reajustes do salário mínimo, que ampliam automaticamente diversas despesas obrigatórias.
- Precatórios, cujo estoque voltou a pressionar o orçamento.
- Renúncias tributárias, especialmente Simples Nacional, isenção de dividendos, Zona Franca de Manaus e demais regimes especiais, que reduzem a arrecadação em cerca de R$ 550–600 bilhões por ano.