
A ampla utilização do Pix no Brasil passou a integrar o conjunto de fatores apontados pelos Estados Unidos para justificar a sobretaxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras. Na avaliação do governo americano, a expansão do sistema de pagamentos instantâneos reduziu o espaço de atuação de empresas americanas de cartões de crédito e meios eletrônicos de pagamento, diminuindo receitas obtidas nas operações realizadas no mercado brasileiro.
Embora o relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) não atribua a decisão exclusivamente ao Pix, o sistema é citado no contexto das políticas brasileiras para pagamentos eletrônicos, consideradas por Washington como potencialmente desfavoráveis à concorrência de empresas estrangeiras.
Do ponto de vista brasileiro, o Pix tornou-se um dos maiores casos de sucesso de inovação financeira do país. Criado e implantado pelo Banco Central durante o governo Jair Bolsonaro, o sistema reduziu significativamente os custos das transações para consumidores e empresas, ampliou a inclusão financeira e diminuiu a dependência dos cartões de crédito e débito em milhares de operações comerciais.
Na prática, o governo americano sustenta que essa mudança reduziu oportunidades de negócios para empresas de meios de pagamento dos Estados Unidos. Já seus defensores argumentam que o Pix aumentou a eficiência do sistema financeiro brasileiro, reduziu custos para a população e estimulou a concorrência, produzindo benefícios econômicos internos que acabaram afetando os interesses comerciais de companhias estrangeiras.

