A voz da rua chegará mais cedo ou mais tarde.

Quando colunistas, acadêmicos, advogados, administradores, engenheiros, médicos, empresários e presidentes de entidades de todas as categorias tiverem coragem de subscrever um breve manifesto contra o uso da magistratura para enriquecimento direto ou indireto, algo poderá mudar.

Quando exigirem o fim de privilégios, a interrupção de benefícios a evidentes malfeitores e a apuração séria de condutas suspeitas, talvez as instituições reencontrem seu rumo.

Talvez o STF volte à sua missão constitucional.
Talvez o Senado reassuma seu dever fiscalizador.
Talvez o Executivo redescubra a probidade.
Talvez a elite abandone a omissão.

Mais cedo ou mais tarde, essa cobrança virá das ruas.

Cabe aos que têm voz, influência e proteção decidir se continuarão escondidos atrás do muro ou se assumirão responsabilidade pelo Brasil real — o Brasil dos desprotegidos, dos que pagam a conta e nunca participam das decisões.

Não se trata de candidatos.
Trata-se de caráter coletivo.

Mostrar a cara ou permanecer em silêncio.
Sair do muro ou afundar com ele.

Que país queremos?

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