Milho

O milho e soja tendem a ser uma alternativa para combustíveis. É uma boa alternativa para o país liderar o setor energético bio. É o maior produtor mundial de soja, segundo de milho e um os maiores de açúcar.

Preço; -9,8% em junho. -% em 2026. +1,2 em 12 meses.

Previsão do preço do milho – Segundo semestre de 2026

O cenário predominante para o milho é de recuperação gradual dos preços, mas sem expectativa de uma forte alta, devido à grande oferta da segunda safra brasileira. A sustentação deverá vir do consumo interno (ração e etanol de milho), do crescimento das exportações e de estoques mundiais menos folgados.

Quadro sinóptico

CenárioPreço estimado no mercado brasileiro (R$/saca)ProbabilidadePrincipais fatores
BaixistaR$ 60–65MédiaSafrinha recorde, exportações fracas e dólar valorizando pouco
Mais provávelR$ 65–75AltaConsumo interno firme, exportações regulares e estoques menores
AltistaR$ 75–85MédiaProblemas climáticos nos EUA ou quebra de safra em exportadores
Muito altistaAcima de R$ 85BaixaQuebras expressivas de safra e forte demanda internacional

Fatores que pressionam os preços

  • Safra brasileira muito elevada, principalmente a segunda safra (safrinha).
  • Avanço da colheita aumenta a oferta disponível no mercado.
  • Concorrência internacional, especialmente dos Estados Unidos.

Fatores que sustentam os preços

  • Crescimento da indústria de etanol de milho.
  • Forte consumo pela produção de aves, suínos e bovinos confinados.
  • Estoques mundiais em redução gradual.
  • Possíveis problemas climáticos nos Estados Unidos durante o verão do Hemisfério Norte.

Mercado futuro (B3)

Os contratos futuros refletem uma expectativa de melhora gradual:

VencimentoCotação (R$/saca)
Julho/202664,75
Setembro/202667,45
Janeiro/202773,63
Março/202775,32

Essa curva indica que o mercado espera preços mais altos à medida que a oferta da safrinha diminui.

Minha avaliação

Entre as principais commodities agrícolas brasileiras, o milho apresenta uma das melhores perspectivas de recuperação no segundo semestre. Isso porque:

  • os preços atuais estão próximos do custo de produção em diversas regiões;
  • o consumo interno continua crescendo;
  • os estoques mundiais tendem a diminuir levemente.

Por outro lado, uma supersafra brasileira limita altas mais expressivas.

Perspectiva para o segundo semestre

VariávelTendência
Oferta brasileiraMuito elevada
ExportaçõesModeradas a boas
Consumo internoForte
Estoques mundiaisLeve redução
Clima nos EUAPrincipal fator de risco para alta
Preço ao produtorTendência de recuperação gradual, com maior probabilidade de permanecer entre R$ 65 e R$ 75 por saca até o final de 2026.
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