
Preço em junho -5,8%. +4% em 2026 e + *% em 12 meses.
Tendência do preço da soja no segundo semestre de 2026
O cenário mais provável para o segundo semestre é de estabilidade com leve viés de alta, mas sem expectativa de uma valorização expressiva. O mercado continua sendo influenciado por cinco fatores principais:
- safra recorde da América do Sul;
- demanda da China;
- comportamento do dólar;
- clima nos Estados Unidos durante a fase final da safra;
- preços do óleo de soja e do biodiesel.
Quadro sinóptico
| Cenário | Preço em Chicago (CBOT) | Preço estimado no Brasil | Probabilidade |
|---|---|---|---|
| Baixista | US$ 10,50–11,20/bushel | R$ 110–120/sc | Média |
| Mais provável | US$ 11,40–12,20/bushel | R$ 120–135/sc | Alta |
| Altista | US$ 12,30–13,20/bushel | R$ 135–150/sc | Média |
| Muito altista | Acima de US$ 13,20/bushel | Acima de R$ 150/sc | Baixa |
Fatores de baixa
- Produção brasileira permanece muito elevada.
- Boa oferta na Argentina e no Paraguai.
- Estoques mundiais continuam confortáveis.
- Dólar mais fraco reduz o preço recebido pelo produtor brasileiro.
Fatores de alta
- Problemas climáticos nos Estados Unidos durante o enchimento dos grãos.
- Aumento das compras chinesas.
- Crescimento da demanda por óleo de soja para biodiesel.
- Tensões geopolíticas elevando os preços dos óleos vegetais.
Situação atual
Os contratos da Bolsa de Chicago negociam próximos de US$ 11,80–12,00 por bushel, indicando um mercado relativamente equilibrado, sem tendência definida de forte alta ou forte queda.
Minha avaliação
Para o produtor brasileiro, o fator mais importante pode não ser Chicago, mas o câmbio.
Se o dólar permanecer próximo de R$ 5,10, a valorização da soja tende a ser limitada. Entretanto, caso o câmbio volte para a faixa de R$ 5,50–5,80, o preço recebido em reais poderá subir mesmo sem uma alta significativa na Bolsa de Chicago.
Perspectiva para o segundo semestre
| Variável | Tendência |
|---|---|
| Bolsa de Chicago | Estável a levemente positiva |
| Dólar | Principal fator de sustentação do preço no Brasil |
| Demanda chinesa | Estável |
| Estoques mundiais | Confortáveis |
| Clima nos EUA | Principal risco de alta |
| Preço ao produtor brasileiro | Entre R$ 120 e R$ 135 por saca, podendo superar esse intervalo se houver problemas climáticos relevantes ou uma desvalorização do real. |
